Quem sou eu?

Ele era aquele que ninguém percebia. Era só mais um garoto normal. Tomava capuccino no balcão. Não comia nada. Nunca o viram acompanhado. Nunca o viram sorrindo. Não sabiam nada a seu respeito. Ele sempre chegava pouco antes de anoitecer. Pedia seu tradicional capuccino e lia o livro que trazia dentro da bolsa. Seus olhos sempre se enchiam de lágrimas após alguns minutos de leitura, mas não chorava. Tomava sua bebida e fingia estar tudo bem. Todas as tardes ele voltava à cafeteria para tomar seu capuccino, ler seu livro e para enganar a si mesmo um pouco. A expressão em seu olhar inspirava a piedade. Ele já não tem mais forças para ser forte. Não tem mais condições de continuar. Ele está à espera de alguém. Alguém que lhe feche o livro e lhe retire a xícara. Ele se cansou da rotina de sua tristeza. Ele está farto da estagnação de seus próprios silêncios. Suas mãos, seus olhos e sua boca desejam mais que uma xícara e um velho livro. Ele quer se libertar, mas não há ninguém que se disponha. Ele já sofreu em silêncio demais, e está pronto para permitir novamente as pessoas. Permitir, também, a ele mesmo.

domingo, 29 de maio de 2011

Ora pombas!

(shh) hallo! fox falando, câmbio (shh)

já faz um tempo que venho reparando em uma coisa. e essa coisa se chama POMBA (pruu). POMBA é um nome perfeito para as pombas. elas têm cara de pomba. sente o POM: é de estufar o peito pra depois soltar um BA. pombas são muito diferente das fronhas, que definitivamente não têm cara de FRONHA (peloamor). mas voltando: pombas. 

a primeira vez que reparei foi alguns anos atrás quando eu tava quase morrendo subindo uma ladeira. tava mais calor que panela de pipoca e eu tava lá, subindo e morrendo. aí eu olhei pro lado e vi uma pomba subindo a ladeira comigo. mas ela estava ANDANDO! só faltou ela falar 'ah! opa! olá, Fox! como vai?'. muito educada essa pombinha.

desde então eu já vi pomba atravessando a rua a pé, andando na calçada, subindo escada dando pulinhos felizes. sei lá, se eu fosse alado ia preferir voar numa situação dessas. acho que elas tão passando tempo demais nas cidades e tão começando a aprender umas coisas não tão pombais assim. daqui a pouco vai ter pomba pegando ônibus, comendo sucrilhos, visualiza!

flutuando no branco

hoje eu acordei um pouco estranho. não sei direito, é como se eu tivesse corrido uma maratona inteira sem sair do lugar. é um cansaço de nada, não tem um motivo certo, eu nem saí de casa ontem! só sei que hoje acordei e fiquei olhando para o teto por mais tempo que poderia. fiquei lá, olhando para o nada e com a sensação de que metade de mim ainda estava dormindo. dormindo mas não sonhando, porque hoje eu não sonhei. é estranho ficar muito tempo olhando pra uma coisa só, ela perde completamente o sentido. é que nem pegar uma palavra e ficar repetindo por muito tempo. depois de uns segundos ela já não significa mais nada, vira um amontoado de letras que produzem um som quando lidas. fica repetindo copo, por exemplo. aposto que em menos de 30 segundos você nem vai mais saber sobre o que está falando. copo, copo, copo, copo, copo...
eu fiquei um tempão olhando para o branco do teto e, depois de um tempo, foi como se o teto tivesse dissolvido. foi como se eu tivesse dissolvido. só fui conseguir juntar minhas partes de volta quando minha mãe entrou no quarto gritando que eu tava atrasado, onde já se viu? cadê a responsabilidade?
o grito dela é mais forte que super bonder no dedo. pelo menos fiquei colado no lugar pelo resto do dia. 

argh que post deprê! vou pensar que daqui uns meses me formo e essa maré passa! *-* tô bem de novo! ;)  <3 <3 <3

beijelinajolie (nu! forcei!)

Eu não agüento mais esse sentimento. Esse vazio no meu coração tem tal profundidade que parece que nada e ninguém podem completá-lo

Pois é... Agente tenta né... As vezes falta um empurrãozinho.

Cansei de ficar sozinho sempre. Vou começar a cuidar mais de mim…

Sou do tipo que sente um monte de coisas e não conta pra ninguém.

Às vezes bate aquela vontade de ir embora, mesmo sem ter pra onde ir.