Quem sou eu?
- A Little Ideas... Just Me.
- Ele era aquele que ninguém percebia. Era só mais um garoto normal. Tomava capuccino no balcão. Não comia nada. Nunca o viram acompanhado. Nunca o viram sorrindo. Não sabiam nada a seu respeito. Ele sempre chegava pouco antes de anoitecer. Pedia seu tradicional capuccino e lia o livro que trazia dentro da bolsa. Seus olhos sempre se enchiam de lágrimas após alguns minutos de leitura, mas não chorava. Tomava sua bebida e fingia estar tudo bem. Todas as tardes ele voltava à cafeteria para tomar seu capuccino, ler seu livro e para enganar a si mesmo um pouco. A expressão em seu olhar inspirava a piedade. Ele já não tem mais forças para ser forte. Não tem mais condições de continuar. Ele está à espera de alguém. Alguém que lhe feche o livro e lhe retire a xícara. Ele se cansou da rotina de sua tristeza. Ele está farto da estagnação de seus próprios silêncios. Suas mãos, seus olhos e sua boca desejam mais que uma xícara e um velho livro. Ele quer se libertar, mas não há ninguém que se disponha. Ele já sofreu em silêncio demais, e está pronto para permitir novamente as pessoas. Permitir, também, a ele mesmo.
domingo, 22 de maio de 2011
Me sinto estúpido… me perco na minha própria confusão. Como se meus próprios pensamentos se tornassem como areia movediça. Acabo, por vezes, até considerando ideias de pessoas que eu odeio, me achando errado, pecador, promíscuo, pederasta… Sou tão humano quanto qualquer padre. Sou tão humano quanto qualquer presidiário. Não existem pecados, juízos, infernos. O único inferno que há é o da nossa própria mente ao confrontarmo-nos com o próximo. Somos todos seres humanos, animais que por um acaso “evoluiram”(?) demais…
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