Oi gente.
Ultimamente tenho me pego pensando em certas coisas. Essa é uma frase bem comum hoje em dia pra mim. Tenho pensado bastante, e sabe o que é mais estranho? Nao me reconheço mais em minha própria cabeça! É como se minha alma abominasse meu cérebro! Como se, se ela pudesse falar, dissesse: 'Ei, você aí em cima! Onde está o Fox e o que fez com ele!? Trate de pegar seus neurônios idiotas e sumir daqui!".
É realmente muito estranho isso de nao se reconhecer em seus próprios pensamentos. Não me reconheço mais nos meus atos. Já nem sei mais se gosto ou nao de certas coisas. O que é muito estranho, porque desde que me entendo por gente sempre fui muito decidido de tudo que faço.
É como se eu estivesse entrando na Toca do Coelho (sim, daquele livro Alice no País das Maravilhas) de que tanto gosto. Ou entao, finalmente esteja saindo da toca do coelho, e vendo o mundo de "verdade" pela primeira vez. O fato é que estou meio zonzo, meio confuso... Ainda nao sei o que é o que, quem é quem de verdade. O que já era arriscado tornou-se duas vezes mais arriscado.
Sabe o que diminuiu? Aquela sensação de que falta alguma coisa... ja nao sinto mais. Ou talvez ela tenha aumentado tanto que tomou conta de tudo, logo ja nao se percebe que ela está aqui.
Preciso me repor no lugar, achar "meu cérebro" e tratar de colocar ele pra funcionar bem depressa! Estou indo pro Rio (*-*) mês que vem, e isso significa que preciso ter as rédeas das coisas. Será uma nova etapa, e precisarei me adaptar a isso.
Bom, talvez nao seje tão dificil.
Beijeléias! =_= :*
Quem sou eu?
- A Little Ideas... Just Me.
- Ele era aquele que ninguém percebia. Era só mais um garoto normal. Tomava capuccino no balcão. Não comia nada. Nunca o viram acompanhado. Nunca o viram sorrindo. Não sabiam nada a seu respeito. Ele sempre chegava pouco antes de anoitecer. Pedia seu tradicional capuccino e lia o livro que trazia dentro da bolsa. Seus olhos sempre se enchiam de lágrimas após alguns minutos de leitura, mas não chorava. Tomava sua bebida e fingia estar tudo bem. Todas as tardes ele voltava à cafeteria para tomar seu capuccino, ler seu livro e para enganar a si mesmo um pouco. A expressão em seu olhar inspirava a piedade. Ele já não tem mais forças para ser forte. Não tem mais condições de continuar. Ele está à espera de alguém. Alguém que lhe feche o livro e lhe retire a xícara. Ele se cansou da rotina de sua tristeza. Ele está farto da estagnação de seus próprios silêncios. Suas mãos, seus olhos e sua boca desejam mais que uma xícara e um velho livro. Ele quer se libertar, mas não há ninguém que se disponha. Ele já sofreu em silêncio demais, e está pronto para permitir novamente as pessoas. Permitir, também, a ele mesmo.
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