Oi. Aqui estou eu novamente. Estou sentado na frente do computador, na tv a MTV mostra um show acústico de alguma banda "cool", que tem uma mulher maestro que está regendo a platéia. Tem um copo de água verde fluorescente na minha frente, pela metade com agua fresca; mas nao gosto de beber água. Faço isso por necessidade. Hoje é dia 11 do mes 11 de 2011. e daqui a 70 anos eu vou morrer. ou daqui a 1 ano. ou daqui a 10 minutos (estou com uma tosse braba mesmo...)
hoje aconteceram uma série de coisas (na minha cabeça) que me deixaram assim...
A distância é algo físico? Quantas expressões o ser humano possui? qual é a maneira certa de fazer as coisas? quem disse isso?
qual será a realidade? o que é real? qual é a minha realidade? qual a realidade do mundo? é como se agora, a partir destes dias, eu vivesse entre uma fenda! uma fenda, um vácuo profundo... é como ser esmagado por duas portas abertas que te sugam pra dentro de ambas, anulando suas forças... a realidade de uma, contra a realidade de outra, contra a minha realidade, contra o nada... forças semelhantes, que se anulam a todo momento, mas nao se dissipam. o que tem dentro do olhar? o que tem? uma porta a realidade antiga, a que eu vivi minha vida... outra porta a realidade "nova", essa do qual eu nao sei o que é, surgiu da outra como uma célula se reproduz... minha realidade essa coisa no qual me encontro parado, esse mundo de observatório, luta por respiração. e o nada, único que não se manifesta, mas só por isso já é forte o bastante.
o universo é infinito, tanto pra fora quanto pra dentro... então porque tudo acaba quando se morre? porque acaba?
existe um mundo atras de cada porta... existe um mundo atras de cada folha de árvore, de livro... existe?
qual o meu papel? posso escolher?devo escolher?
creio nao estar retomando meus sonhos. mas sim recriando-os... é tempo de recriar, não de refazer. ao menos pra mim.
Fox*
Quem sou eu?
- A Little Ideas... Just Me.
- Ele era aquele que ninguém percebia. Era só mais um garoto normal. Tomava capuccino no balcão. Não comia nada. Nunca o viram acompanhado. Nunca o viram sorrindo. Não sabiam nada a seu respeito. Ele sempre chegava pouco antes de anoitecer. Pedia seu tradicional capuccino e lia o livro que trazia dentro da bolsa. Seus olhos sempre se enchiam de lágrimas após alguns minutos de leitura, mas não chorava. Tomava sua bebida e fingia estar tudo bem. Todas as tardes ele voltava à cafeteria para tomar seu capuccino, ler seu livro e para enganar a si mesmo um pouco. A expressão em seu olhar inspirava a piedade. Ele já não tem mais forças para ser forte. Não tem mais condições de continuar. Ele está à espera de alguém. Alguém que lhe feche o livro e lhe retire a xícara. Ele se cansou da rotina de sua tristeza. Ele está farto da estagnação de seus próprios silêncios. Suas mãos, seus olhos e sua boca desejam mais que uma xícara e um velho livro. Ele quer se libertar, mas não há ninguém que se disponha. Ele já sofreu em silêncio demais, e está pronto para permitir novamente as pessoas. Permitir, também, a ele mesmo.
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