Quem sou eu?
- A Little Ideas... Just Me.
- Ele era aquele que ninguém percebia. Era só mais um garoto normal. Tomava capuccino no balcão. Não comia nada. Nunca o viram acompanhado. Nunca o viram sorrindo. Não sabiam nada a seu respeito. Ele sempre chegava pouco antes de anoitecer. Pedia seu tradicional capuccino e lia o livro que trazia dentro da bolsa. Seus olhos sempre se enchiam de lágrimas após alguns minutos de leitura, mas não chorava. Tomava sua bebida e fingia estar tudo bem. Todas as tardes ele voltava à cafeteria para tomar seu capuccino, ler seu livro e para enganar a si mesmo um pouco. A expressão em seu olhar inspirava a piedade. Ele já não tem mais forças para ser forte. Não tem mais condições de continuar. Ele está à espera de alguém. Alguém que lhe feche o livro e lhe retire a xícara. Ele se cansou da rotina de sua tristeza. Ele está farto da estagnação de seus próprios silêncios. Suas mãos, seus olhos e sua boca desejam mais que uma xícara e um velho livro. Ele quer se libertar, mas não há ninguém que se disponha. Ele já sofreu em silêncio demais, e está pronto para permitir novamente as pessoas. Permitir, também, a ele mesmo.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
é o que falta, eu acho...
Ganhar sorrisos de estranhos. Ganhar colo de mãe. Beber café quentinho. Ler um livro. Deitar na grama para olhar estrelas. Observar as cores do céu. Falar por abraços. Amar pelos olhos. Sentir a areia entre os dedos do pé. Andar de balanço. Andar sem rumo. Dormir ouvindo o barulho de chuva. Dormir sentindo um colo quente. Cuidar de cachorros de rua. Cuidar de si. Cuidar de alguém.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Entrando e saindo da Toca do Coelho
Oi gente.
Ultimamente tenho me pego pensando em certas coisas. Essa é uma frase bem comum hoje em dia pra mim. Tenho pensado bastante, e sabe o que é mais estranho? Nao me reconheço mais em minha própria cabeça! É como se minha alma abominasse meu cérebro! Como se, se ela pudesse falar, dissesse: 'Ei, você aí em cima! Onde está o Fox e o que fez com ele!? Trate de pegar seus neurônios idiotas e sumir daqui!".
É realmente muito estranho isso de nao se reconhecer em seus próprios pensamentos. Não me reconheço mais nos meus atos. Já nem sei mais se gosto ou nao de certas coisas. O que é muito estranho, porque desde que me entendo por gente sempre fui muito decidido de tudo que faço.
É como se eu estivesse entrando na Toca do Coelho (sim, daquele livro Alice no País das Maravilhas) de que tanto gosto. Ou entao, finalmente esteja saindo da toca do coelho, e vendo o mundo de "verdade" pela primeira vez. O fato é que estou meio zonzo, meio confuso... Ainda nao sei o que é o que, quem é quem de verdade. O que já era arriscado tornou-se duas vezes mais arriscado.
Sabe o que diminuiu? Aquela sensação de que falta alguma coisa... ja nao sinto mais. Ou talvez ela tenha aumentado tanto que tomou conta de tudo, logo ja nao se percebe que ela está aqui.
Preciso me repor no lugar, achar "meu cérebro" e tratar de colocar ele pra funcionar bem depressa! Estou indo pro Rio (*-*) mês que vem, e isso significa que preciso ter as rédeas das coisas. Será uma nova etapa, e precisarei me adaptar a isso.
Bom, talvez nao seje tão dificil.
Beijeléias! =_= :*
Ultimamente tenho me pego pensando em certas coisas. Essa é uma frase bem comum hoje em dia pra mim. Tenho pensado bastante, e sabe o que é mais estranho? Nao me reconheço mais em minha própria cabeça! É como se minha alma abominasse meu cérebro! Como se, se ela pudesse falar, dissesse: 'Ei, você aí em cima! Onde está o Fox e o que fez com ele!? Trate de pegar seus neurônios idiotas e sumir daqui!".
É realmente muito estranho isso de nao se reconhecer em seus próprios pensamentos. Não me reconheço mais nos meus atos. Já nem sei mais se gosto ou nao de certas coisas. O que é muito estranho, porque desde que me entendo por gente sempre fui muito decidido de tudo que faço.
É como se eu estivesse entrando na Toca do Coelho (sim, daquele livro Alice no País das Maravilhas) de que tanto gosto. Ou entao, finalmente esteja saindo da toca do coelho, e vendo o mundo de "verdade" pela primeira vez. O fato é que estou meio zonzo, meio confuso... Ainda nao sei o que é o que, quem é quem de verdade. O que já era arriscado tornou-se duas vezes mais arriscado.
Sabe o que diminuiu? Aquela sensação de que falta alguma coisa... ja nao sinto mais. Ou talvez ela tenha aumentado tanto que tomou conta de tudo, logo ja nao se percebe que ela está aqui.
Preciso me repor no lugar, achar "meu cérebro" e tratar de colocar ele pra funcionar bem depressa! Estou indo pro Rio (*-*) mês que vem, e isso significa que preciso ter as rédeas das coisas. Será uma nova etapa, e precisarei me adaptar a isso.
Bom, talvez nao seje tão dificil.
Beijeléias! =_= :*
ao inverso do universo
A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?
só pensando nessas besteiras mesmo...
beijoias! =*
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?
só pensando nessas besteiras mesmo...
beijoias! =*
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Estranho é que não escolhi. Não consigo precisar o momento em que escolhi. Nem isso, nem qualquer outra coisa, nem nada. Foram me arrastando. Não houve aquele momento em que você pode decidir se vai em frente, se volta atrás, se vira à esquerda ou à direita. Se houve, eu não lembro. Tenho a impressão de que a vida, as coisas foram me levando. Levando em frente, levando embora, levando aos trancos, de qualquer jeito. Sem se importarem se eu não queria mais ir. Agora olho em volta e não tenho certeza se gostaria mesmo de estar aqui.
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