Desculpa gente, sei que ultimamente não tenho postado aqui com muita frequência. As coisas têm sido estranhas ultimamente, só de pensar nisso já é estranho. Ontem a noite eu saí. Fui encher a cara um pouco (tava precisando). O mais estranho nisso é que eu perco a noção de tempo, tipo, vc fica muito tempo acordado, vendo o dia passando, acabando, recomeçando e vc acordado. Não parece q acaba.
Mudando de assunto (voltando pras esquizitisses do início), me pego pensando em coisas que não pensava antes. Não gosto muito disso, é estranho. Parece que a vida ta perdendo o sabor, sabe? Muito estranho (gente, para e conta quantas vezes eu repeti a palavra "estranho"... é como a minha postagem antiga sobre o copo copo copo...)
Tava pensando em fazer faculdade fora do país daqui a algum tempo. Parece meio surreal, mas eu gostaria. Queria fazer algo que me atrai, como designer, paisagismo, decoração... é um ramo difícil, mas me atrai bastante. Mas deixa isso pra mais tarde.
Me perguntaram hj o que me incomoda. Muitas coisas me incomodam, como o fato de não ser eu mesmo como gostaria de ser. Gostaria de fazer mais coisas, posso ser útil, sabe? Tipo, pegar o carro (nao tenho um) e sair. Dar uma volta, ir a praia, fazer compras... ser útil pra mim, ser bom pra mim, sem precisar ficar provando nada pra ninguém.
Bom, vou deitar, pensar um pouco, fantasiar né, depois dormir. Não quero ir a aula amanhã.
BeijonasBrothers (trocadilho bobo '_' )
Quem sou eu?
- A Little Ideas... Just Me.
- Ele era aquele que ninguém percebia. Era só mais um garoto normal. Tomava capuccino no balcão. Não comia nada. Nunca o viram acompanhado. Nunca o viram sorrindo. Não sabiam nada a seu respeito. Ele sempre chegava pouco antes de anoitecer. Pedia seu tradicional capuccino e lia o livro que trazia dentro da bolsa. Seus olhos sempre se enchiam de lágrimas após alguns minutos de leitura, mas não chorava. Tomava sua bebida e fingia estar tudo bem. Todas as tardes ele voltava à cafeteria para tomar seu capuccino, ler seu livro e para enganar a si mesmo um pouco. A expressão em seu olhar inspirava a piedade. Ele já não tem mais forças para ser forte. Não tem mais condições de continuar. Ele está à espera de alguém. Alguém que lhe feche o livro e lhe retire a xícara. Ele se cansou da rotina de sua tristeza. Ele está farto da estagnação de seus próprios silêncios. Suas mãos, seus olhos e sua boca desejam mais que uma xícara e um velho livro. Ele quer se libertar, mas não há ninguém que se disponha. Ele já sofreu em silêncio demais, e está pronto para permitir novamente as pessoas. Permitir, também, a ele mesmo.
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